História

VinhasSituada numa colina, a freguesia de Barcouço pertence ao concelho da Mealhada, de cuja sede dista aproximadamente 8 Km, no distrito de Aveiro. O seu orago é a Nossa Senhora do Ó, celebrada anualmente em Junho; para além desta romaria outras se celebram, como é o caso da festa em honra de S.Bento, na Terça-feira de Páscoa e outra, em honra de S.Tomé, a 25 de Julho.

O topónimo Barcouço levanta ainda hoje algumas dúvidas, pois se alguns estudiosos afirmam que a palavra deriva do árabe “bárr-”, com o significado de campo, e “causon”, relativo a arco, referindo-se assim a um “Campo do Arco”; outro entendidos afirmam que está errada esta opinião, pois Barcouço é derivado medieval de “barco”, com sufixo “-ouço”,e o facto de na freguesia apenas existir um pequeno curo de água, não navegável, não é impeditivo para a atribuição de topónimo, pois situações deste género repetem-se noutras localidades do País.

Achados RomanosO povoamento do território de Barcouço parece ter-se iniciado no local onde foi edificada a Igreja Velha, pois ai foram descobertos vestígios arqueológicos que remontam à época romana, como é o caso de moedas, mós de moinho, fragmentos de azulejo e de tijolo.

Eclesiasticamente, Barcouço tinha inicialmente igreja “própria”, com padroeiros leigos, porém no século XVIII, era já apresentada pelo Bispo de Coimbra por concurso sinodal, sendo atribuído ao priorado de Barcouço a elevada quantia de 800mil réis. Barcouço tinha anexa Vil de Matos, e foi responsável pela sua erecção paroquial, motivo pelo qual o pároco de Vil de matos foi cura amovível, da apresentação do pároco de Barcouço.

Acta como pertencente ao concelho de Ançã de 1852No aspecto administrativo, Barcouço terá sido um pequeno concelho criado na Idade Média, de princípio senhorial. Extinto o diminuto concelho de Barcouço em 1834, a sua freguesia foi integrada no concelho de Ançã que, com o seu termo, era do senhorio de D.Luís de Castro, Marquês de Cascais. O título de Marquês de Cascais foi criado em 19 de Novembro de 1643,para D. Álvaro Pires de Castro, fronteiro-mor e alcaide-mor de Lisboa e conselheiro de Estado; D.Álvaro Pires de Castro foi embaixador de D.João VI a França, por morte de D. Luís XIII e, em reconhecimento da sua fidelidade a D.Afonso VI, D.Pedro desterrou-o para Ançã. O concelho de Ançã acabou por ser também extinto a 31 de Dezembro de 1853, aquando de uma grande reforma administrativa ocorrida em Portugal. Barcouço acabou por integrar o concelho da Mealhada, no qual ainda hoje se mantém.

Como foi referido, a actual Igreja Paroquial não é a primitiva, pois antes desta terão existido duas, uma no Lugar da Igreja Velha, topónimo de grande significação, e uma outra no mesmo local onde se encontra a actual Igreja Paroquial. O Segundo tempo foi construído com os materiais da primitivo igreja que foi sagrada em 1321, embora seja possível que a sua edificação remonte a épocas anteriores. O actual tempo paroquial faz parte do património cultural e edificado da freguesia, assim como a capela de S.José e os vestígios da Igreja Velha. Como locais merecedores de uma visita, encontram-se o Adro da Igreja e as ruínas de Rio Covo.

A agricultura e a vitivinicultura são as actividades mais tradicionais da freguesia e mantêm.se ainda hoje como uma importante fonte de rendimentos, porém, a pequena indústria e o comércio implantaram-se no local, ocupando uma considerável percentagem de população, contribuindo assim para o progresso e desenvolvimento de Barcouço.

Os momentos de cultura, lazer e desporto realizadas em Barcouço são proporcionados pelas colectividades aqui existentes.